Mostrando postagens com marcador Resenhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Resenhas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Não Louve Assim!



Não tem como não rir, mas não tem como não concordar. Muita gente pensa que "ser crente" é só ir pra igreja, "curtir o fervo" das canções, fazer um social e vazar. Outros participam de ministério, são ativos na igreja, mas tão lá também só pra se aparecer, achar um namô... Outros esquentam banco há vinte anos e nem se lembram mais do que estão cantando, mas como já é costume mesmo, vamos continuar cantando! Outros cantam, cantam, caaaantam e louvam no domingo... E segunda-feira nem se lembram mais que Deus existe. Quanta variedade de hipócritas, não?

Pois é, mas é real e é só a gente se descuidar um pouco, que já começa a "imitar" o mau-exemplo sem perceber. Vou assumir, me identifiquei com uma boa parte dos simpáticos exemplos do vídeo. Ás vezes a gente está lá vibrando e cantando, fazendo "cara de adorador" com toda energia, mas se alguém for perguntar o significado das palavras que estamos proferindo, a resposta pode ser um "blá, blá, blá" minusciosamente decorado - cujo significado também nos é um mistério, ou até um sincero e triste "ah, não sei, mas o ritmo é bem legal!!"

É, o ritmo é legal, mas quando você para pra ouvir a letra... Cantar pedindo "vem derramar Tua glória" ou "traz refrigério a minh'alma", ou anunciando "Recebe a cura, recebe a unção" é susse, mas e declarar "só por Ele eu viverei" ou "quebranta-me, transforma-me" ou quem sabe "pois quando eu escutar, de todo o coração obedecerei"?? A gente declara isso o tempo todo, mas... A gente vive?

 "Quem diz que nunca pecou já está pecando, pois é mentiroso" não adianta tentar enganar a si mesmo dizendo que isso nunca lhe aconteceu.

Como ministro de louvor, solista, membro de coro, às vezes a gente fica a música inteira analisando se a voz está certinha, se as "caretas espirituais" estão de acordo... Mas sem sentir e crer de fato no que está cantando perante a congregação. E até na congregação, isso também acontece - infelizmente falo por experiência própria. ¬¬

Jesus quer verdadeiros adoradores, "que o adorarão em espírito e em verdade" (João 4:23) fingir que você sente e vive algo que você não sente, nem vive, não vai te levar à presença de Deus nem hoje, nem nunca!!

Que além de render boas risadas, esse vídeo nos faça refletir e, principalmente, MUDAR.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Persépolis - Crítica

Satrapi sem contornos
Numa vertente do Cinema em que as mulheres costumavam ser caracterizadas como indefesas “donzelas em perigo”, assistir a um filme sobre uma mulher, feito por quem REALMENTE entende do assunto – ou seja, uma mulher – é um presente mais do que bem-vindo, e há muito tempo esperado.


E Marjane Satrapi não decepciona. Tendo como referencial master sua incrível e forte avó, vemos na jovem “profetiza” uma garota que, além de vivenciar todos os dilemas e conflitos pelos quais toda mulher no mundo passa (garotos, transformações no corpo, garotos...), ainda sofre com preconceito e discriminação – tanto pelo forte machismo em seu país de origem (Irã) quanto fora dele, pela xenofobia que se tem a “árabes” no geral – além da ditadura e das guerras civis que imperam o país na época do Xá. Mas além de mulheres fortes como a avó, também conhecemos verdadeiros homens honrados e corteses num ambiente tão impróprio, como o pai e o tio de Marjane.
 
 
Além dos personagens muito bem caracterizados, temos os impecáveis aspectos técnicos e narrativos de uma animação 2D tradicional que, mesmo com traço extremamente simples é muito bem elaborada e aproveitada tanto para fazer gags (as transformações na puberdade de Satrapi) como para efeito dramático (execuções, conversas da garota com Deus e Karl Marx). Outra coisa interessante de se notar é a “animação dentro da animação”, feita através de recortes em papel e usada para acompanhar a narração do pai de Marjane sobre a história do Xá.
 
 
A trilha sonora também acompanha o ritmo e os tons do filme com maestria, tendo seu ponto de destaque numa divertidíssima releitura de Rocky Balboa, com Marjane cantando “Eye Of The Tiger”. Por fim, a “fotografia” do filme se mostra certeira ao colocar todas as experiências passadas da protagonista em PB, fazendo do filme um longo e divertido flashback que ao final ganha cor, mostrando de maneira orgânica e criativa o momento exato em que o passado se torna o presente da história de Satrapi.

E independente do quanto eu goste de Ratatouille, confesso que o grande merecedor do Oscar de Animação daquele ano saiu da premiação com as mãos vazias.


segunda-feira, 18 de abril de 2011

Estômago: Prato cheio do Cinema Curitibano

=(ATENÇÃO: postagem com conteúdo altamente spoiler - ao menos ao meu ver - se você ainda não assistiu ao filme... Não perca tempo, é ótimo!! Assista e delicie-se antes de descobrir os grandes segredos dessa belíssima produção do nosso país =)


Uma excelente direção de fotografia, um roteiro espetacular, uma atuação exemplar: “Estômago” é um filme que fala de hierarquias, poder, sexo, culinária... E trás uma – perdão pelo trocadilho – deliciosa revelação ao final. A trilha sonora é também um dos pontos fortes do filme, contribuindo para a “relação de amor” que se cria entre Raimundo Nonato e os pratos que prepara, relação esta que é simplesmente a essência do filme: a comida com a qual ele seduz, a comida que ele usa como arma, a culinária à qual ele serve e se entrega.

Independente do quanto se defenda o personagem pela sua origem humilde – sendo que nem sequer sabemos o porquê dele aparecer perdido em "Curitiba" (há uma micro-cena em São Paulo), como se a viagem tivesse sido arranjada de última hora – e pelo carisma que sua aparente ignorância provoca, o fato é que é justamente tudo isso que torna Raimundo Nonato uma perfeita caracterização de psicopata (e ao contrário do que se pensa a princípio, essa doença é muito mais comum na sociedade do que se pode imaginar). Um psicopata não é necessariamente um assassino frio e serial killer que mata sem pensar quem estiver por perto. É comprovado pela ciência que existem vários níveis de psicopatia, começando pelo simples sujeito que puxa o tapete dos colegas pra se promover dentro da empresa.

Um psicopata costuma ser uma pessoa inteligente, carismática e persuasiva, que vai conquistando aos poucos a confiança de quem estiver em seu redor, mas que por trás de sua simpatia não mede esforços pra conseguir o que quer e não possui empatia com as outras pessoas, considerando sua satisfação sempre o mais importante.

É o que Nonato faz, através de seu jeito ingênuo e acuado de caipira nordestino, mas que com alguns goles de bebida alcoólica se revela o monstro assassino que é – e isso é muito bem enfatizado até no roteiro, fotografia, montagem e direção de cena do filme, no primeiro momento de fúria, em que Nonato vê sua amada prostituta se despindo e acariciando os clientes da balada onde trabalha e, já alterado, tenta partir pra cima. O que o impede realmente de poder “sair matando todo mundo” é sua estrutura física, mas que não serve de empecilho para um homem que tem inteligência de sobra a usar – e é esse seu maior trunfo, o dom de aprender rápido e ter talento, que o torna um excelente cozinheiro e o faz crescer na hierarquia, tanto dentro como fora da cadeia.

E é essa inteligentíssima surpresa que faz do roteiro de “Estômago” uma das melhores e mais detalhadas retratações de um psicopata na História do Cinema.


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Coluna do Podcast DCine nº 02 - Valsa com Bashir

Obs: Pra quem quiser ouvir, a 1ª e a 2ª edições do PodCast já estão no ar!


Olá!
A todos que estão ansiosos por saber mais sobre os indicados para o Oscar de Melhor Animação, eu tenho uma notícia: não é nesta edição que você ouvirá sobre eles!

O filme de hoje é justamente uma animação que não ganhou o Oscar de seu ano e sequer ficou entre os finalistas, concorrendo apenas como Melhor Filme Estrangeiro. 
Estamos falando de “Valsa com Bashir”, uma produção israelense dirigida por Ari Folman.

Num surpreendente formato de “documentário animado” são retratadas as tentativas do próprio Folman, um veterano da Guerra do Líbano de 1982, de recuperar suas memórias perdidas dos eventos que marcaram o massacre de Sabra e Shatila.

Além da ousadíssima proposta do filme, retratando a crueldade e o ridículo da guerra
com até mais intensidade do que o aclamado “Apocalipse Now”, “Valsa com Bashir” é, sem dúvida, um delírio para os olhos.  O capricho dos traços e movimentos é tamanho que fez muitos duvidarem se o filme não fora feito com rotoscopia, de tão detalhada e bem desenhada que é a animação. A paleta de cores, intercalando sempre entre tons de amarelo e azul, as sombras contrastantes, o ritmo da trilha sonora, tudo isso aumenta a dramaticidade sem pender para exageros e ainda confere ao filme um ar ao mesmo tempo triste e misterioso,
que vai pesando cada vez mais conforme as memórias vão surgindo à mente de Folman.

Valsa com Bashir pode até retratar uma guerra específica, mas não perde tempo com explicações. Talvez intencionalmente, já que consegue fazer referências tanto à guerra do Vietnã quanto aos campos de concentração nazistas, mostrando que independente da época
e das supostas justificativas, tudo não passa de uma barbárie que trará sofrimento e traumas tanto para quem é vítima, quanto para quem pratica.

Magnífico e extremamente adulto em todos os seus aspectos, um filme que merecia, no mínimo, ter ficado entre os finalistas de Melhor Animação.

E independente do quanto eu goste do vencedor Wall-E, não posso negar que a ousadia técnica e temática de Valsa com Bashir o colocaria no topo do pódio, caso isso fosse levado em conta como deveria.

sábado, 22 de janeiro de 2011

TRON e o IMAX


Se você quer ver um filme de ação cheio de efeitos visuais, pessoas de preto numa realidade virtual alternativa e imprevisível, regado ao melhor que a música eletrônica tem a oferecer - assista Matrix.

O FILME
Não posso negar que após assistir ao incrível Interestella 555, longa-metragem totalmente sem diálogos e inteiro "trilho-sonorizado" pelo Daft Punk, eu esperava muito, mas MUITO mais da dupla para esta continuação do clássico (que não assisti) Tron. Isso, fora o roteiro mediano que cria uma história rasa com um protagonista pouco interessante e nada carismático. Entretanto creio que, para quem viu o filme anterior, a esperiência de assistir à continuação do Tron original deve compensar bastante pela nostalgia de um filme que (pelo que eu soube) tornou-se um marco em sua época.

A SALA
Quando ouvi falar do IMAX, me diziam que "não dá pra ver o fim da tela", "é incrível!", "não importa o lugar onde você estiver sentado, dá pra ver tudo igual", "uma experiência de tirar o fôlego, parece que você está mesmo lá dentro" e mais uma porção de outros clichês intermináveis que devem ter sido ditos na primeira sessão de Cinema feita pelos irmãos Lumière a mais de um século atrás. Talvez por toda esta exagerada espectativa, ou pelo lugar em que eu me assentara (linha F, coluna 13, pra dar sorte =P), ou mesmo pelo filme não tão merecedor que eu escolhera pra "estrear" minha esperiência, ou por tudo isso junto ... Saí um pouquinho frustrada. Primeiramente porque eu vi o final, o início, todas as bordas da tela o tempo todo (minha bendita visão periférica resolveu ficar ativada, grrr) e isso já desmente uma das mais impactantes afirmações a respeito da sala. Sim, a tela é mesmo GIGANTE, mas dá pra ver o final, talvez dependendo da distância, não sei.

CONCLUSÃO
Mas não vou culpar a sala de cinema por eu não ter de fato entrado no filme, já que até por uma TV de 21 polegadas uma boa obra cinematográfica pode me fazer ir ao delírio, ao riso ou ao choro, desde que bem construída.

Quer saber, na próxima vejo uma animação. Proporcionalmente falando, a chance de eu errar a escolha costuma ser bem menor.



terça-feira, 21 de setembro de 2010

Avatar e a hipnose do 3D

=( obs: postagem com conteúdo spoiler. Se você não viu o filme e não quer saber o final, assista e depois leia o textinho =)



Esse post está um pouquinho bem atrasado, mas já que o filme Avatar agora terá reexibição nos cinemas (pra poder se autoproclamar o superhipermegapower insuperável mais assistido de todos os tempos), vou aproveitar pra escrever sobre O Fenômeno - que não é nem o Ronaldo, e nem o filme do Travolta, mas sim a incrível tecnologia que até agora só esse filme tem: o 3D de verdade.

Sim, de verdade, porque os outros lançamentos até agora (Alices, Toy Storys, Shreckes, Origens e Dragões da vida) foram gravados em 2D e "convertidos" ao 3D, ou seja se você não viu Avatar e até agora não entende o porquê do fusuê que se fez agora em torno de uma tecnologia que já existia nos tempos de Hitchcock, não se preocupe. Apenas o filme dos bichinhos azuis usou de fato essa tecnologia que imita o olho humano, conseguindo assim a proeza de colocar a platéia em absoluto transe hipnótico por incríveis quase três horas.

Em transe hipnótico? Por quê? Além dos aspectos teológicos que NÃO DISCUTIREI neste post, seria praticamente impossível a um bom cinéfilo aguentar um filme com roteiro, diálogos e triiilha sonora tão insossos e clichês por tanto tempo sem querer sair da sala e pedir o dinheiro de volta, se não fosse pela fenomenal tecnologia empregada nessa obra. Avatar é por excelência um filme de pós-produção. Isso, e as câmeras bi-oculares de James Cameron, responsáveis pelo efeito 3D.

Em termos de roteiro, Avatar é um Dança com Lobos ao estilo Matrix - como diria Pablo Villaça, que infelizmente também foi hipnotizado pelo alucinógeno das flores fosforescentes - contando a história de um veterano de guerra que vai ao planeta Pandora e se infiltra entre os nativos, vestindo uma carcaça transgênica de Na'Vi, na intenção de estudá-los e descobrir seus pontos fracos para facilitar o ataque do general malvadão com a cicatriz à la Scar. Entretanto, como era de se esperar, nosso bondoso herói se apaixona pelo estilo de vida dos Na'Vi - e também pela mocinha azul que de tanto odiá-lo vira professora dele e se apaixona também - e resolve se rebelar contra o general malvadão cicatrizado.

Isso clareou o conceito de clichê pra você? Avatar tem a fórmula completa do clichê que o povo não cansa de assistir: um herói que muda de lado, uma mocinha forte e sensual, uma nação pura correndo o risco de ser extinto, uma lenda de um herói, uma fera feroz (puts redundância) que só é domada pelo mais bravo guerreiro, um bandido com uma marca no rosto, um covarde ganancioso em busca dos tesouros dos nativos (isso não lembrou Pocahontas também?), uma equipe de nerds ambientalistas que são zoados pelos burros militares, mas que ajudam o mocinho provando que inteligência supera força (ai ninguém nunca viu isso, né?), uma guerra épica antecedida pela reunião de povos de todo o planeta Pandora, preparados para ajudar nossos heróis, e uma reviravolta espetacular e sobrenatural no terceiro ato. Isso sem falar do básico momento de desespero, quando a coisa fica preta pros azuisinhos e a culpa vai pro herói: "nós confiamos em você"," você nos traiu", "você é um deles" e poraí vai.

José Wilker acertou na mosca quando disse que Avatar "engana bem", pois é bem isso que o filme traz. E se alguém for falar da questão ecológica desse filme, basta lembrar da animação Wall-E e de outras dezenas de filmes nas últimas décadas que trataram melhor da questão do que esse filme.

Enfim, após ver esse filme ser descascado, moído, triturado e pisoteado apenas nos aspectos cinematográficos, espero que você consiga ter uma visão um pouco mais exigente da próxima vez que for ao cinema para ver um filme rodado em 3D real, porque além da dor de cabeça que causa em alguns, essa tecnologia é um alucinógeno poderoso pra atrair ma$$as e espantar análises críticas.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Charles Chaplin - Tempos Modernos


Como não sorrir perante uma piada tão inocente? Como não se cativar com a história e os dramas de um personagem tão simpático, tão simples, humilde, sonhador... E tão real.
Charles Chaplin, nascido em um subúrbio de Londres, há mais de um século atrás. Um menino que deu seu primeiro show num palco de teatro aos cinco anos de idade. Um garoto que chegou a passar fome por sua pobreza, viu sua mãe ser internada em um sanatório, foi colocado e expulso de vários orfanatos.

Um rapaz que de pobre maltrapilho se tornou um dos maiores nomes da história do Cinema e da Humanidade. Seus filmes não eram simples comédias, eram dramas e histórias de uma vida real, tratando de pessoas que passavam por problemas e adversidades comuns a muitos de nós, mas que mesmo com tantas desilusões continuavam seguindo em frente, com força, esperança... E um sorriso em seu rosto.

Essa é a grande lição do personagem Carlitos, um "vagabundo" que nunca consegue se dar bem num emprego, um homem simples que faz o possível para ajudar os que estão ao seu redor. Um homem que ri, chora, enlouquece, se atrapalha, cai e se levanta. E é essa a simplicidade que o eternizou. Chaplin conseguia causar em seu público as emoções mais genuínas e belas sem dizer sequer uma palavra. Mas ao abrir sua boca, o cineasta criava os discursos mais poéticos, as frases mais belas e as canções mais genuínas. Tempos Modernos foi seu primeiro filme sonoro. "Smile" surge sutilmente como melodia deste filme. É a canção que melhor traduz todos os filmes de Charles Chaplin, que acima de tudo transmite esperança.


Smile,
Though your heart is aching
Smile,
Even though it’s breaking
When there are clouds in the sky
You’ll get by

If you smile
With your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You’ll find that life is still worthwhile
If you just

Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear maybe ever so near
That’s the time you must keep on trying
Smile,
What’s the use of crying
You’ll find that life is still worthwhile
If you just

Smile,
Though your heart is aching
Smile,
Even though it’s breakin’
When there are clouds in the sky
You’ll get by

If you smile
Through your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You’ll find that life is still worthwhile
If you just smile

That’s the time
You must keep on trying
Smile,
What’s the use of crying
You’ll find that life is still worthwhile
If you just smile


"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."
(Charles Chaplin)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Refletindo Sobre o Tempo

Esse poema foi escrito no início do ano passado.
Lembro-me bem do contexto.
E continuo concordando totalmente com o que escrevi.

O tempo cicatriza feridas,
mas não quer dizer que algumas delas não deixarão marcas eternas.

Há pessoas que tentam se esconder atrás do tempo,
acham que ele só faz esquecer, mofando os baús e criando teias.
Mas o tempo não é um esconderijo
e tampouco só uma fonte de podridão.
Do mesmo galho que caiu uma folha seca, nascerá um broto novo.
E independente do quão profundo esteja enterrada uma semente,
com o tempo ela sairá debaixo da terra.

O tempo seca os rios,
floresce desertos,
desmancha montanhas.
E como tudo ao nosso redor,
podemos decidir o que fazer com ele.

O tempo que amolece o coração de uns
é o mesmo que endurece de outros.

Há os que correm atrás do tempo,
há os que tentam fugir dele
(ambos são fracassados,
porque o tempo não pára
e nem volta atrás)

Alguns vêem num passado triste a origem de todas as suas desgraças;
outros vêem no mesmo passado a fonte da sua força:
Eles não aprendem a simplesmente conviver com suas cicatrizes,
mas a tirar proveito das grandes lições que vieram com essas marcas.
(As Chagas de Cristo são o exemplo perfeito:
o sofrimento dEle não foi em vão,
Suas Marcas não são demonstração de dor,
mas de Amor, de superação.)

Mas passado é passado.

"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás; mas só pode ser vivida olhando-se para a frente."
Soren Kierkegaard

Enfim, resumindo:
o tempo é um ótimo professor,
se o aluno quiser aprender.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sonhos: pela Arte, pela Vida

... E por nós mesmos.

Sonhos por si só, coisas básicas que almejamos como estabilidade financeira, um carro, uma casa própria, são inerentes a todo ser humano. Nem sempre são fáceis, mas são simples. Mas o tipo de sonhos de que quero falar são aqueles que alguns chamam de devaneios, loucuras, aqueles que muitos de nós escondemos pensando que são realmente impossíveis.

Sonhos de carreira, como ser cantor, roteirista, dançarino ou cineasta. De ser alguém, de ter o talento reconhecido. Sonho esse que muitas vezes oscila entre o romantismo e a ambição, mas que se não se tentar realizar pode acabar gerando uma frustração terrível.
Como já foi dito em certa fala de um filme:

"Um sonho pelo qual não lute pode assombrá-lo pelo resto de sua vida."

É triste constatar quantas pessoas desistem dos sonhos ou ficam a vida inteira esperando que eles caiam do céu, sem erguer um dedo sequer para tentar alcançá-los. E ainda pior é ver que muitas pessoas foram feitas exclusivamente para trabalhar no ramo que tanto amam, mas que por medo, descrença ou até preguiça resolvem entrar em outras áreas e, definitivamente, não se dão bem nelas.

Um sonho não foi feito pra ficarmos olhando de longe como se fosse impossível de se alcançar. Precisamos tentar, e mais de uma vez. E por mais de um caminho, porque muitos são os que parecem cavar um buraco no chão pra tentar chegar ao céu. É preciso tentar de várias maneiras, mudar os ângulos, recomeçar do zero, e persistir no caminho certo!

Mas sem pisar em ninguém. Há uma grande diferença entre o sonhador e o ambicioso: enquanto o primeiro pilota seu avião a buscar vôos mais altos, o segundo tem como objetivo apenas derrubar os outros aviões, para que ninguém voe mais alto do que ele. Muitas vezes não nos tocamos, mas estamos sendo mais ambiciosos que sonhadores, e esse é um dos maiores desafios que precisa-se enfrentar na busca de um sonho.

Vencedor é aquele que consegue subir ao pódio sem precisar derrubar ninguém.

Por isso, muitas vezes o sonhador desiste de tentar fazer aquilo que ama para apenas fazer o que gosta. Não é algo ruim, à primeira vista. Um profissional que gosta do que faz costuma ser um bom profissional. Mas aquele que AMA o que faz terá maior destaque. E ainda há certos sonhos que parecem sempre nos chamar, e às vezes sem que notemos, não estamos dando o valor que deveríamos ao trabalho que desempenhamos, porque uma voz lá no fundo diz a todo instante para sairmos dali.
E essa "voz" às vezes até cria incidentes aqui e ali para tentar nos avisar que nosso lugar não é aquele, que há algo muito melhor a nos esperar lá fora!

Alguns podem chamar essa "voz" de destino, mas outros sabem que seu nome é DEUS.

Por isso digo que é preciso tentar, arriscar. Muitas vezes, esperar. Outras vezes, correr, agarrar, escalar sem hesitar. Eventualmente cair, desmoronar, falhar, se ferir. Mas sempre aprender, se levantar e recomeçar. Uma luta diária, não contra algo ou alguém, mas a favor de VOCÊ MESMO.

Porque não há nada mais triste nessa vida do que ver um sonhador frustrado.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Falando sobre FÉ

Antes de qualquer comentário: não, não sou evangélica. Minha Fé vai muito além de religiões impostas pelo grupo familiar ou pela sociedade, ou pela cultura imposta desde os meus antepassados e os antepassados deles. Minha Fé é baseada na minha experiência com Deus. Posso ter tido influência, mas não sou devota a santos, nem a padres(apesar de admirar a devoçao duns e outros), nem a pastores, só a DEUS!

Por que estou dizendo tudo isso? Simples: estou com vontade de Louvá-Lo,
então aí vai o meu louvor:

Que a minha vida seja a Teus propósitos,
que a Tua vontade seja o meu destino,
que minhas ações sejam pra Honra e Glória do Teu Nome.

Que a Tua Força comande meus passos,
que a Tua Bênção seja meu alimento,
que a minha missão seja Servir sempre a Ti!

Que meus pensamentos sejam guiados pela Tua Unção,
que meus sentimentos estejam a comando do Teu Espírito,
pois NADA me completa como a Tua Presença em mim.

Quem tem FÉ, não tem dúvida.
Quem AMA a DEUS não sente ódio por humano nenhum.
E quem é verdadeiramente DEVOTO nunca poderá ser hipócrita.
E onde DEUS habita, não há espaço para orgulho,
nem maledicência, nem ódio, nem mentiras,
e nem pecados.

Amém.


Sabe, se tem uma coisa que me enoja em várias religiões, é a hipocrisia de
uma parte dos fiéis.

Exemplo: o cara tá "tão atento" à mensagem do pastor que consegue lembrar
de UMA PIADA e rir no meio do culto!

Exemplo²: no meio do culto...
_Hei! Você viu o último capítulo da novela?
_Nossa, cara: muito massa! Tô doido pra sair e ir direto ver o de hoje!

Exemplo³, pra acabar: faltar ao culto pra assistir BIG BROTHER!
É o fim!

Por isso eu não frequento igreja. Conversar a sós com Deus eu já converso
diariamente, na minha casa, no ônibus... Igreja é local pra compartilhar
experiências SOBRE DEUS, pq pra falar de outras coisas nós temos todas as
outras horas e locais do dia.

Então pra que escolher conversar sobre, por exemplo, futebol bem quando tá
na Igreja??Descansa a língua, meu! Fala de Deus, fala de Fé...

Outra maldita hipocrisia é o "religioso só da igreja pra dentro"... nem
vou comentar esse aí, que todos conhecem e até demais, né?

E tem uma coisa q eu queria ensinar:
NUNCA - repetindo - NUNCA engula seu orgulho!
(como?)
É isso mesmo, nunca ENGULA seu orgulho, porque o que a gente engole fica crescendo dentro da gente, e Espírito não é depósito de porcarias.

Minha solução?
COSPE FORA!!!
Funciona! Por experiência própria!

É essa minha mensagem de hoje.
Deus esteja convosco!!!
E pra finalizar: Religião se discute SIM!!!

Amém?

domingo, 15 de novembro de 2009

(mais) Um Novo Começo

Como sempre deve ser: uma experimentação.
Se der certo dessa vez, ficarei satisfeita.
Tentando refinar um pouco mais o conteúdo, a forma(não: a forma já era bem refinada antes mesmo), o layout, sem malditos adsenses(não to afim de poluir um blog com propagandas inúteis e fúteis), mas não sem um pouquinho de ironia, de humor negro e, por que não, uns pastelões esporádicos.

Como a Fênix, lá vou eu a nascer das cinzas mais uma vez... Torçam por mim!