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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Aberta a Temporada de Caça a Atrizes!!!

E começam os testes de elenco para o curta-metragem Entre as Folhas!!
As interessadas poderão fazer o teste nesta quinta-feira(11/11) ou no sábado(13/11). Segue abaixo o cartaz com mais informações.

Blog do Filme: http://entreasfolhas.blogspot.com

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Entre as Folhas

.o mar

O roteiro do filme Entre as Folhas é uma adaptação totalmente livre de um trecho do conto de Rubem Alves, "O Retorno Eterno". O poema de Rubem tinha um título, mas propositalmente este não nos foi revelado. Também tinha alguns versos a mais, que foram cortados. Segue abaixo o que ficou:

"Leia este poema vem devagar,

pois cada imagem

merece a preguiça do olhar:

No mistério do Sem-Fim;

equilibra-se um planeta.

E, no planeta, um jardim,

e, no jardim um canteiro:

no canteiro, uma violeta,

entre o planeta e o Sem-fim,

A asa de uma borboleta.


É pequeno, mas diz tudo.

Nada lhe falta. Uni-verso.

Nenhuma palavra lhe

Poderia ser tirada.

Assim se faz um poema,

Com palavras essenciais.

O poema diz o essencial.

O essencial é aquilo que,

Se nos fosse roubado,

Morreríamos.

O que não pode ser esquecido.

Substância do nosso corpo

e da nossa alma."

(Rubem Alves, in “O Retorno e Terno”)


Ispirados (apenas inspirados, não baseados) no poema e (aí, sim) baseados em suas vivências pessoais, cada aluno deveria fazer um roteiro para vídeo (máx. 5min de duração) e um deles seria escolhido para ser produzido pela turma toda.

Assim que a professora informou o fato de usar os elementos do poema não literalmente, mas como metáforas de alguma outra coisa, pus-me a pensar. Logo que terminei minha leitura a imagem de uma garota ruiva boiando numa lagoa me veio à mente e com ela fiquei - seria minha borboleta.

Depois dela, o elemento que mais poderia se tornar clichê: o Infinito. Como não imaginar o céu? Preferi complementar: porquê não imaginar dois infinitos? Céu e mar... O planeta, uma praia.

Não vou avançar contando sobre todas as outras cenas que fui imaginando separadamente para depois juntar numa narrativa e dar, por fim, um sentido.

Me deterei ao mar, título-mor dessa postagem: sempre o comparei à vida, tão imenso e misterioso, imprevisível, surpreendente. Uma imensidão da qual não se vê o fim.

Mas poucos dias após ter meu roteiro escolhido, descobri que a maneira com que eu havia retratado o mar naquela narrativa dava total abertura a interpretações completamente diferentes: nossa professora via o mar como a morte. Outra coisa tão incerta e tão devastadora como a vida. Na visão dela, minha protagonista terminara olhando para o mar porque certamente morrera.

Incrível como uma única coisa pode ser vista de maneiras tão opostas. O fato é que fazia sentido, e muito. Assim como a morte, o mar pode ser uma força devastadora que de uma hora pra outra leva embora tudo o que estiver perto e aquilo nunca mais retornará.

Realmente, em minha história o mar pode realmente representar a morte. Ele destruiu as paredes do quarto, levou os livros, os remédios, a cama, tudo foi carregado para o inalcansável fundo dos oceanos...

Exceto a garota.

Se há uma maneira de crer que aquela cena final indique que Pérola morreu, não é por meio de mitologias ou por causa do mar - isso dependerá do que você entende por morte.

Naquele mesmo dia, nossa professora ministrou uma palestra sobre "A jornada do Herói", uma teoria junguiana usada na construção de personagens para um roteiro. O passo final da jornada seria exatamente a "morte" do herói em seu velho mundo para que ele pudesse "nascer" em um mundo novo.

No filme vemos um "mundo" que é destruído pelas águas. Ao invés de morrer para aquele mundo, Pérola quase escolheu morrer com aquele mundo...

Quase. E o que a impediu?

Você vai ter que esperar pra assistir ;)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Poemas do curta "Desvanecer"

Estes são trechos de poema feitos para compor meu 1º roteiro individual original, do filme Desvanecer. Acompanha abaixo uma imagem na qual me baseei para compor o 1º trecho.

Sinopse do filme: Oliver é um fotógrafo free-lancer recalcado que faz videocasts de banalidades em seu blog. Não sabe nada sobre literatura, mas é contratado por um jornal para fotografar o lançamento de um livro da famosa e arrogante escritora-jornalista Camille Castillo. Oliver se apaixona por ela, mas ela simplesmente o ignora. No dia seguinte, ele vai à livraria Kafka para comprar o livro e encontra um diário em branco perdido no chão, com o nome de Camille escrito na capa. Quando chega em casa, descobre que o dia-a-dia da mulher surge escrito misteriosamente nas páginas desse diário, narrado em primeira pessoa. A partir daí, todos os dias ele tenta causar uma boa impressão a Camille e conquistá-la, mas no final de cada dia ele abre o diário e descobre que piorou ainda mais a situação.

Todos os poemas são de autoria minha, mas totalmente baseados nos sentimentos e vivências da personagem Camille Castillo.


"Um canto que não se ouve mais
De um tempo que eu já esquecera
A dor da perda retorna a mim
Minha criança interna morrera."



"Ele rugiu pra esconder o choro
Fincou os pés pra não cair no chão
Cobriu de espinhos sua carcaça mole
Chamou de força sua solidão.

Fechou os olhos, tentou esquecer
Trancou os ouvidos pra não se render
À melodia de que tanto foge
Melodia de amor e de morte."

Acredite ou não, essa história é pra ser uma comédia romântica.
Como? Você vai ter que esperar pra ver ;)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Frase para 2010

"Use a sua força para guiar seu destino. Tudo o que você desejar com intensidade pode transformar seu caminho. Quem acredita nos seus sonhos tem apenas uma direção: sempre em frente."
(Autoria Desconhecida)


que DEUS abençoe a todos.